<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919</id><updated>2011-04-22T05:49:56.335+01:00</updated><title type='text'>BLOG DE UMA MORTE ANUNCIADA</title><subtitle type='html'>A epopeia interior de um Inspector no encalço de um crime sem solução...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-112613275448794412</id><published>2005-09-07T23:32:00.000+01:00</published><updated>2005-09-09T15:58:45.083+01:00</updated><title type='text'>?h??min.- Ficções</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/246/7840/1024/paper_fish.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; WIDTH: 368px; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid; HEIGHT: 344px" height="346" src="http://photos1.blogger.com/img/246/7840/400/paper_fish.jpg" width="378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na papelaria Ficções, já não existia nenhum exemplar de Baudelaire, tinham-se esgotado há muito e o stock ficara por repor. Desiludido, o Inspector regressa a casa com a impressão de que nem os livros lhe querem dispor o tempo de uma breve conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As tardes azuis da sua época lírica, a da infância, eram passadas em sua casa na companhia do pai e dos seus primos que o visitavam todas as tardes, depois das aulas de canto e de piano. Lá, escondiam-se da criada entre os lençóis brancos do estendal que estalavam à passagem do vento. Esse era o cheiro de que não se queriam esquecer nunca - a brancura.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;À saída da Papelaria, estava Baudelaire a escrever um verso na parede da Fonte do Suspiro: “&lt;em&gt;Embriaga-te com a brancura / embriaga-te na cama da criada&lt;/em&gt;”. O Inspector abrandou o passo e esfregou os olhos, estava cansado e precisava de descansar a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Depois das tardes alegres com os primos, recolhia-se no quarto e percorria as prateleiras da pequena biblioteca com um olhar fugaz, e ficava a criar histórias que cruzavam as personagens dos seus livros preferidos noutros imaginários.&lt;br /&gt;Durante a noite, o seu pai Sr. Francis Haze, ficava a rever ou a traduzir romances policiais, imprimindo vigorosamente no papel branco as letras metálicas da máquina de escrever. O Inspector tinha-se habituado a adormecer com aquele som na cabeça. até ao dia em que o som se tornou imagem. O barulho das varetas no papel podiam ser traduzidas nas palavras que mais desejasse, descodificando pelo ar novas frases. A partir desse momento, o Inspector deixou de conseguir adormecer ao som das letras do seu pai, e começou a escrever poemas, com as palavras que o barulho lhe induzia. Escreveu brilhantes poemas para a idade. Porém, nos meses que se seguiram à escrita dos primeiros poemas, o seu pai deixou de receber livros para traduzir e rever, a Editora Aprumo para a qual trabalhava, tinha aberto falência. A máquina de escrever foi arrumada no sótão, e as palavras deixaram de bailar pela casa. Nesse imenso silêncio, caiu no Inspector um imenso manto de neve que cobriu no seu pensamento todas as palavras possíveis.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, descobriu que o dicionário seria um bom substituto da sua fonte de inspiração. Primeiro começou por abri-lo aleatoriamente escolhendo as três palavras que tivessem a melodia mais bonita. Ao repetir o processo, umas boas dezenas de vezes, constatou que metade das palavras escolhidas eram nomes de peixes. E de facto, os dicionários estão repletos de nomes de peixes. Julgou por isso que seria uma classe digna de registo. Dedicou-lhes a sua primeira ode. Aos peixes.&lt;br /&gt;Uma frase repetiu-se posteriormente em todos os poemas: “os peixes são a paisagem do meu sono” ou com a variação “…do meu sonho”. O Sr. Haze, ao deparar-se casualmente com um dos poemas do filho comprou-lhe um aquário gigante, no seu parecer, à altura da grandiosidade da sua destreza poética. Como todos os poetas têm períodos específicos na sua obra, o Inspector, embora criança, tinha encerrado o seu primeiro período: o aquático. Foi marcado pela entrada do aquário em sua casa, e pelo facto, de os peixes deixarem de ser “a paisagem dos seus sonhos” para se transformarem na paisagem da sala-de-estar.&lt;br /&gt;Em breve, iniciou um novo período “o dos vínculos com o silêncio da noite”, marcado pela morte de um dos seus primos. O Inspector deixou de sair à rua para brincar, ficando fechado em casa a olhar para o aquário. Um dia entornou lentamente detergente na água e os peixes morreram...&lt;br /&gt;Iniciou o seu último período poético, que o acompanharia até ao final da adolescência e até à entrada na Academia. Foi a fase do “deleite” e do "hedonismo" que passaram a fazer parte da sua escrita obsessiva pelo prazer e pela voluptuosidade. Chegou a escrever vários cadernos com poemas que destinava publicar na pequena Editora que, entretanto, o seu pai fundara…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nisto pensava o Inspector antes de adormecer, ao som dos pingos da torneira mal-fechada. Não tinha sido descuido, era apenas um velho hábito de adormecer ao som de um baque ritmado. Recordou-se onde guardara os seus velhos cadernos de poesia nunca editados. Abriu a última página de um dos cadernos. Havia uma pequena nota que dizia: “&lt;em&gt;Ler Baudelaire&lt;/em&gt;”. Parecia que a sua adolescência lhe enviara uma mensagem para o seu presente. Talvez Baudelaire tivesse alguma coisa para lhe dizer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Amanhã irei à livraria Ficções comprar a sua obra completa&lt;/em&gt;!- disse para si mesmo, o Inspector.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-112613275448794412?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/112613275448794412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=112613275448794412' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/112613275448794412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/112613275448794412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/09/hmin-fices.html' title='?h??min.- Ficções'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-112129710891541953</id><published>2005-07-14T00:25:00.000+01:00</published><updated>2005-07-15T17:53:17.990+01:00</updated><title type='text'>?h??min.- Loja de Brinquedos</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/definio1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/definio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(…) Por vezes penso que a sociedade não chocou comigo, que a Cultura são nuvens que atravesso sem as sentir. Poderei já ter lido espirais de bibliotecas, mas de todas as folhas que em mim caem, não há uma que arda e me queime a consciência. Também a música me parece mínima, sussurrada ou tremida, suspeito que nenhuma sinfonia soube tocar naquilo que realmente sou. A Cultura são as gotas de chuva que deslizam na minha gabardina, sem que por isso me molhe. É meu hábito tanto descrédito por tudo.&lt;br /&gt;Estou jantando neste restaurante, na Travessa da Insónia, sem perceber o porquê do choro da rapariga que me serve. Perdeu o seu filho antes de o ver nascer, ainda sem nome, chamou-lhe seu “querido”. Esvaziou o perfume que a sua juventude lhe prometera. Desejei ser eu a morrer naquela barriga. Ter o afastamento necessário das coisas para as compreender. Ter alguém a servir à mesa de um restaurante e a chorar pela minha perda.&lt;br /&gt;Levantou-me o prato e dirigiu-se ao balcão, não sem antes, se espantar com a minha cara esbranquiçada nos seus olhos desalmados. Saí do restaurante agoniado com uma impressão obsoleta de existência.&lt;br /&gt;Já à vinda para casa e, ainda na Rua dos Ulmeiros, parei de frente a um grande mostruário iluminado de uma loja de brinquedos. Soavam pequenas cançonetas vindas de bonecos e palhaços de tez vermelha. Foi a primeira vez que me senti assim tão confortado, esperei que a melodia acabasse para voltar ao meu afastado quarto. Nesses instantes senti-me herói, capaz de criar em pensamento um mundo mais justo no espaço intermédio da luz deste candeeiro até à do próximo. Depois a melodia acabou, e um arrepio frio se apoderou de mim. A noite tinha caído rapidamente e o céu enchera-se de nuvens incertas. (…)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;apontamentos de Joaquim GilVaz, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lembrados pelo Inspector ao subir a ladeira de sua casa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-112129710891541953?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/112129710891541953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=112129710891541953' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/112129710891541953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/112129710891541953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/07/hmin-loja-de-brinquedos.html' title='?h??min.- Loja de Brinquedos'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-112077527805980899</id><published>2005-07-07T23:27:00.000+01:00</published><updated>2005-07-07T23:32:23.070+01:00</updated><title type='text'>22h16min.- Analepse</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/dia21.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/dia21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O brando ondular das águas do cais, é escurecido pela sombra do homem que o observa. Existirá sempre no mundo alguém que repara nos pequenos acontecimentos naturais e artificias da natureza das coisas, para que os possa relatar e talvez escrever. Mesmo que os veja apenas enquanto paisagens interiores, sentirá o propósito das coisas e especulará o seu sentido num acto espelhado. Assim está o Inspector, reflectindo a sua quietude no branco ondular das águas escurecidas. Tem em si um vasto silêncio que não anula a enxurrada de pensamentos que o trespassam -.Kants, Platões, Hegels – todos reunidos num passeio à beira rio, discutindo o que vai na cabeça do Inspector.&lt;br /&gt;Na continuidade, uma palavra persistia – a prudência. O encontro terminara. O Inspector tinha obtido novas pistas e direcções a tomar para resolver o mistério da morte do Sr. Joaquim. No entanto, não se movera do local. Existia o perigo de um passo em falso, do apagar de uma sensação estranha que golpeava a sua sensibilidade. Um brilho ficou marcado no seu olhar, após a conversa com o remetente da carta que o fez chegar até ali, à Rua da Conjectura.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;…entregou-lhe numa folha de papel amarela, a escrita de uma sigla tremida: S.E.D.I. Seria o pano de fundo para a morte do Sr. Joaquim, um assassinato planeado por uma organização desconhecida…Esta sigla foi descoberta pelo próprio Sr. Joaquim que a encontrava invariavelmente escrita no bilhete do seu autocarro.&lt;br /&gt;O Inspector dobrou a folha, agradecendo a informação com um gesto descaído.&lt;br /&gt;- Poderei saber o seu nome?&lt;br /&gt;-Maria Madrugada. - respondeu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-112077527805980899?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/112077527805980899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=112077527805980899' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/112077527805980899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/112077527805980899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/07/22h16min-analepse.html' title='22h16min.- Analepse'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-111926807589704090</id><published>2005-06-20T12:47:00.000+01:00</published><updated>2005-06-20T12:51:12.476+01:00</updated><title type='text'>21h29min.- Interlúdio</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/camisa_riscas21.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/camisa_riscas21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ponto de Situação:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;  São 21h e 29m o Inspector caminha sobre a calçada que desemboca no Largo de Apolo, cuja estátua surpreende pela palidez e ar de quem não se vê digno de injustiças. O encontro foi marcado para as 22h. na Rua da Conjectura, depois da restauração perto do cais, a quinze minutos do Largo. Os sapatos do Inspector brilham ao toque da lua na gordura de uma segunda camada de graxa, dada enquanto na rádio anunciavam chuva para o dia seguinte. O Inspector fecha a gabardina, e passa a mão pelo cabelo rude, lembra-se do punhado de cabelos brancos que viu no espelho antes de sair. Tem medo de envelhecer, está sozinho. Passou o Largo, a aragem do cais bate-lhe de frente, provocando-lhe uma náusea física de enjoou, ou uma abstracta de quando se tem a noção de existência por fluxos, não a sabe distinguir. Veio-lhe à cabeça o nome de Jean-Paul Sartre, seria o existencialismo apenas e só uma forma de humanismo? Não importa. Está na Rua da Conjectura.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-111926807589704090?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/111926807589704090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=111926807589704090' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111926807589704090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111926807589704090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/06/21h29min-interldio.html' title='21h29min.- Interlúdio'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-111912752654443316</id><published>2005-06-18T21:45:00.000+01:00</published><updated>2005-06-19T18:35:05.710+01:00</updated><title type='text'>11h32min.- O carteiro de Ernest Heminghay</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/carto_fotos1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/carto_fotos1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há um vazio que me empata a vida com os outros. Só então, possuo respostas ficcionadas, tal como o punho rendado da menina inglesa que se senta na lateralidade do meu pensamento, é um resposta de não realidade aos meus sentidos. Um acessório. Vazio, se não quando estético se despido. Esses são os meus pensamentos mais belos, aqueles que se desapegam de mim e servem de decor ao meu encosto com a vida.&lt;br /&gt;Cada um tem uma estética simétrica à sua realidade. Apenas conto a métrica das minhas palavras quando estou só – é só mais uma forma estética. Uma contemplação permanente de uma solidão requintada. Crio-me esteticamente pela ausência do mundo em tudo por onde passo…&lt;br /&gt;[Nasce o poema.]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Apontamento de Sr. Joaquim, lido pelo Inspector.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sim, era aquela expressão infantil de Ernest Heminghay à entrada do ringue de boxe. Quem se deparou com ela, foi o jovem estagiário que distribui o correio pelos diferentes gabinetes do departamento de homicídios. Estava estampada no rosto do Inspector, e fez recuar o pálido novato. Passado a surpresa inicial, o estafeta aproximou-se do Inspector, que se mantinha inerte no mesmo rosto, deixando-lhe alguns envelopes na secretária e retirando-se de costas para a porta, absorto ao ar indecifrável. Mais tarde, comentaria o sucedido com alguém do departamento. Dar-lhe-iam como resposta que o Inspector parece feito de um pesado mármore – algo de inerte e distante, com vagas impressões de vida, mas que a ignora por todo o seu corpo. È certo que estas não foram as palavras usadas, mas em sorte serão os pensamentos de quem apenas diz: O Inspector endoideceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um relance de olhar que caiu no topo da secretária. Em passagem dissipavam-se emoções alheias que rompiam no concreto do mundo. Entrou na realidade pelo olhar de um relatório criminal por preencher; na esfera da caneta oferecida no último rasgo melancólico do funcionário do Banco Nacional; no relógio de pulso que se avariou às doze horas e quarenta e dois minutos; no tinteiro azul; no livro do enfático escritor; nas cartas irreconhecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heminghay caiu ao tapete. Esqueceu-se em que tinha pensado nos últimos instantes, lembrava-se vagamente de qualquer presença a atravessar o seu gabinete. Deduziu que tivesse sido o estafeta, a avaliar pelas quatro cartas que tinha no topo da secretária.&lt;br /&gt;Seria uma correspondência banal de pareceres, convocações e comícios, se não fosse o pequeno envelope sem remetente, onde apenas se lia: para o Inspector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sinto que trago dentro de mim a imitação de uma hipótese, o cálculo de uma certeza subjectiva, uma invenção de uma realidade inexistente - quando de olhos abertos. Conheci o Sr. Joaquim. Tudo o que tenho para si é uma hipótese da sua morte. Uma impressão mínima e ruidosa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Rua da Conjectura, 22h.&lt;br /&gt;M.M.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-111912752654443316?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/111912752654443316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=111912752654443316' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111912752654443316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111912752654443316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/06/11h32min-o-carteiro-de-ernest.html' title='11h32min.- O carteiro de Ernest Heminghay'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-111490660361493266</id><published>2005-05-01T01:16:00.000+01:00</published><updated>2005-05-01T01:25:12.583+01:00</updated><title type='text'>11h16min.- o murmúrio</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/walking1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/walking1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Parcerias. Do mundo salta esta palavra. Em trocas, respostas, dependências e asilos. Como o grande latifúndio que de nós recebe o sangue viscoso em gotas definhadas, para fazer brotar a secura de uma azinheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos corredores do departamento de homicídios saltam outras palavras, murmúrios, apertos de mau olhar e humores aquosos que se cristalizam num só homem: o Inspector.&lt;br /&gt;Dizem que se tornou apático e um incompetente da pior espécie, não sabe que rumo tomar num homicídio tão banal como o do Sr. Joaquim. Dizem que anda a viver a vida de outra pessoa. A de um morto. Alguém que não a reclamará. Chamam-no de cobarde, se ao pensamento déssemos voz. Cumprimentam-no com simpatia, por vezes até felicidade. Sabem que o seu fracasso será o trono de quem o cobiça. Falarei um pouco sobre isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Inspector desde cedo formou a convicção de exercer a referida profissão, tal aconteceu pelo seu gosto exacerbado por romances dedutivos, diria que, desde os seus 9 anos. De facto, este gosto não foi espontâneo. Cresceu dissimuladamente pelas conversas propositadas com seu pai – Sr. Francis Haze, natural de Londres e tradutor. O Sr. Haze sempre desejou para seu filho a aventura que lhe tinha escorrido nas folhas dos livros que traduzia; dado ter desenvolvido estranhas fobias sociais devido a uma educação inglesa obsoleta, nunca correu riscos na vida. E assim morreu, sem vincos na cara. O Inspector ainda novo e por formar, pouco possuía a que recorrer. Apenas um mundo fantasioso e policial que o pai lhe delegou em cada livro traduzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde tornou-se um verdadeiro inspector, como aqueles que lia nos livros do pai. A dedução tinha sido sempre as suas pernas e a astúcia os braços - mas desta vez, havia uma morte indecifrável… um crime perfeito. O Sr. Joaquim morreu e nenhuma pista foi recolhida. Medos insondáveis começaram a desabrochar: &lt;em&gt;Estarei a cegar internamente no mundo Joaquim? Neste momento serei o eu, ou o ele? Em nenhum dos romances que li, o inspector se apaixonaria pela vida do morto. Apenas num! Mas nesse o inspector acaba por morrer também…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Um inspector deve fazer morrer as pessoas, somos como uma corrente estreita do leito de um rio. Desgastamos a memória dos mortos nos vivos e, inserimo-los num arquivo por ordem alfabética. Caso encerrado.&lt;/em&gt; - comentavam em murmúrio os colegas do Inspector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Inspector estava a passar pelo corredor nessa altura. Vinha disfarçadamente atento à conversa dos seus colegas, enquanto olhava fixamente a lâmpada trémula no final do corredor perto da porta de persianas do seu gabinete:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Julgam-se inteiramente vivos para fazerem esquecer, o que quer que seja? Um dia, uma azinheira secará nos vossos pensamentos; sentir-se-ão dependentes de tudo a que atribuem à vossa acção. Estarão num asilo, rodeados de todas as respostas, mas sem coordenadas para uma interrogação. Um inspector tal como tudo resto, vive na parceria com o inexistente, com a busca do que julgamos talvez ser possível existir. Somente semi-vivos, hoje trago comigo metade da humanidade inexistente, nela está o Sr. Joaquim, e nele estou eu. É uma parceria demasiado simples, para se explicar.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Teria dito o Inspector se ao pensamento déssemos voz.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-111490660361493266?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/111490660361493266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=111490660361493266' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111490660361493266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111490660361493266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/05/11h16min-o-murmrio.html' title='11h16min.- o murmúrio'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-111233203883096628</id><published>2005-04-01T06:07:00.002+01:00</published><updated>2008-06-30T04:10:28.275+01:00</updated><title type='text'>?h??min.- coisas verdadeiras</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/claustros_fpceuc3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/claustros_fpceuc3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(...) Dei por mim parado na estação de comboios, perto de uma poça de água onde me via reflectido. Em seguida acordei estático, por momentos incógnitos, de frente à Lavandaria Realeza, preso a um padrão de inércia e esquecimento de mim mesmo. Tenho adormecido de dia, em plena rua, nos cumprimentos de boa tarde, nos passeios pelas ruas da Baixa, e em tudo que medeia o dormir e o acordar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Entre as poucas distracções que a cidade me oferece, não existe nenhuma outra como a de esperar no topo do terreiro, pelas embarcações que rompem na foz. Trazem rente ao fumo canções de tom surdo e abafado de quem parte e de quem defunto vê partir. Entre a amálgama humana que desce do último paquete, distingo o Dr. Madureira – homem de várias palavras. Um aspirado a filósofo com formação em medicina. Acomodado à inteligência que o pai lhe atribuiu com uma conversa com o Reitor, para que colocasse o filho nos estudos da saúde, passou a intrometer-se em todos os círculos de intimidade filosófica. Editou a magnânime obra: "A escola Romântica e a identidade do eu e do não eu". Da escola romântica derivou-se a exaltação e, segundo Novalis, o romantismo "é dar ao quotidiano um sentido elevado, ao conhecido o prestígio do que se desconhece". Ora o estimado Dr. Madureira forjou uma verdade subjectiva romântica a um discurso fisiológico do coração, e com ele criticou todos os poetas vivos e não-vivos de colocarem este órgão como o centro de todos os sentimentos e dores sentidas. Mais tarde, o sentido da superfície metafórica do coração, aflorou-lhe à mente por uma carta sem remetente que lhe chegou às mãos...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A sua obra foi lida e aplaudida entre os intelectuais disponíveis. Para mim, foi um conforto sabê-lo, pois gozei por tudo o que não disseram e pela sua ingenuidade teórica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A "identidade do eu e do não eu" é um sussurro de surpresa triste, uma verdade passageira necessária aos outros, enquanto durmo no relento destas ideias - no topo do terreiro, à espera do paquete que me emaranhará um sonho. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cadernos de Joaquim&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-111233203883096628?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/111233203883096628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=111233203883096628' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111233203883096628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/111233203883096628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/04/hmin-coisas-verdadeiras.html' title='?h??min.- coisas verdadeiras'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110865168229770655</id><published>2005-02-17T14:48:00.000Z</published><updated>2005-02-17T20:31:22.853Z</updated><title type='text'>22h43min.- ortografia da emoção</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/setas_azul.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/setas_azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segui durante as últimas semanas, a sombra de todos os percursos de Joaquim em vida. Entrei na mesma pastelaria na rua do Inefável, subi as mesmas escadas para apanhar o mesmo autocarro, disse bom dia e boa tarde às mesmas pessoas; e em todas encontrei uma perda banal por um homem que não souberam conhecer. Joaquim passou pela vida como aquele vento que bate na cara do viajante e lhe promete aventura, mas que apenas sopra solidão. No meio dos seus livros e apontamentos, encontro descrições e regras de como viver em sociedade sem que nela tenhamos de viver. É uma condição estranha que ainda não consegui descortinar por completo. Preciso da sociedade em quase todos os termos da minha existência, mas para Joaquim a negação baseava-se na entrega absoluta à sociedade. As suas rotinas, os pequenos diálogos estudados que manobrava com os cidadãos da sua rua, o seu emprego como porteiro no Elevador de Santa Injusta, os seus impostos em dia e, a sua camisa criteriosamente engomada, compunham na sua vida uma invisibilidade majestosa que lhe permitia subverter o mundo exterior às suas canções interiores. Compreendi este facto, ao ler um pequeno trecho de um apontamento seu intitulado "Ortografia da Emoção":&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(…) De certo, que terei de aguardar que o relógio marque a meia hora para me cruzar com a Sra. Mercedes, no Largo da Fonte, enquanto executa o seu diário passeio pelas lojas da Baixa. Sairei de rompante da travessa perpendicular e seguirei o mostruário dos seus paços até ao final da rua. Por fim, voltar-se-á para trás quando passarmos a loja dos relógios antigos, olhará para mim como sempre faz nos dias em que não me sinto verdadeiramente real; apenas lhe direi -bom dia. Os seus olhos fartos brilharão e uma imperfeita ruga formar-se-á na base do seu nariz, enquanto sorri. Prossegue o seu passeio e esquece-me de novo, como sempre faz. Em mim, que fui esquecido, diluiu-se o sentimento de não existência pela ruga imperfeita na base do seu nariz. E regresso a casa com o alento de fazer parte da sua paisagem quotidiana. Habituo-os à minha presença para que de mim se possam esquecer, enquanto eu construo-o as suas rotinas e demarco as suas pequenas e imperfeitas rugas que, tão prazer dá à minha existência. (…)&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110865168229770655?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110865168229770655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110865168229770655' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110865168229770655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110865168229770655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/02/22h43min-ortografia-da-emoo.html' title='22h43min.- ortografia da emoção'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110842649965462628</id><published>2005-02-15T00:14:00.000Z</published><updated>2005-02-15T03:10:24.220Z</updated><title type='text'>16h36min.- os repetidos passos do quotidiano</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/retratos.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/retratos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Relatório criminal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Decidi reconstruir a vida de Joaquim, seguindo os seus repetidos passos do quotidiano. Dirigi-me primeiramente para barbearia que Joaquim frequentava em vivo. Sabia que era um local aberto a todo tipo de conversas. Acabei por comprar um jornal desportivo - forma encontrada para meter conversa. Não me quis identificar como Inspector, aliás o meu cabelo pedia-me que fosse na condição de cliente. Em espera estavam dois homens barbudos de olhar oblíquo nas revistas de mesa. A tesoura do barbeio tiritava freneticamente com uma precisão cirúrgica que me fez arrepanhar as entranhas. Abri o meu jornal numa página incerta, comentei para um dos homens que a época tinha sido má para a equipa da casa. Retorquiram-me com um monossílabo desconhecido. Enterrei a cabeça no jornal e esperei pela minha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me das primeiras vezes em que fui ao barbeiro, e do meu fascínio pelos fraquinhos de cor que costumavam pender perto do lavatório preto. Em casa do meu tio-avô, existia um velho cadeirão de barbeiro mesmo no centro do sótão. Batia-lhe então, um fino fio de luz saído das velhas telhas, que despertava nas pequenas partículas de pó um brilho indescritível.&lt;br /&gt;Contavam-se histórias acerca daquele majestoso cadeirão de barbeiro - dizia-se que outrora um ministro lá tinha falecido com uma congestão. Um ministro importante? – perguntava eu em pequeno, com o espanto de quem descobriu um sexto continente. Uma pessoa importante morreu neste cadeirão, sussurrava eu enquanto brincava, e sentava-me nele com pose de ministro – também eu me sentia importante.&lt;br /&gt;Sabia que nunca iria morrer naquele cadeirão, excluía do mundo aquela hipótese que, nunca passou pela cabeça do Ministro Importante ser local para pessoas importantes morrerem. Ao mesmo tempo, imaginava como seria a minha morte num cadeirão de barbeiro e, ao pensar nisto, estava a dizer ao meu destino que assim não morreria, porque nessa já tinha pensado eu!&lt;br /&gt;A partir desse momento, tentei imaginar todas as formas possíveis de se morrer, principalmente as mais bizarras, porque tinha ficado com a ideia de que apenas morremos da forma que menos esperamos.&lt;br /&gt;Será que Joaquim já teria pensado em morrer no quarto, com um tiro na cabeça vindo sabe-se lá de onde? Possivelmente não. Ouve certamente alguém que imaginou por ele. É essa pessoa que terei de algemar e prender. Ou não me chame Inspector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que me sento no cadeirão do barbeiro de Joaquim, sinto a maior segurança do mundo, sei que para mim este sempre será um local seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Oiçam-me esta!&lt;/em&gt; – disse o barbeiro num tom pardo para toda a sala ouvir. - &lt;em&gt;O sr. Joaquim, não podia ter “ido” em melhor altura… Morreu sem pagar a tosquia do dia anterior. Deus perdoai-me! Mas esta, eu não lhe desculpo!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Senti-me tentado, a pagar a divida terrena que Joaquim tinha deixado. Mas os inspectores não pagam dívidas dos mortos, se quando, as fazem pagar.&lt;br /&gt;Só então, sorri. Este episódio fazia do barbeiro a minha primeira suspeita neste caso!&lt;br /&gt;Um barbeiro assassino? Sorri de novo, olhei-me no espelho. O corte de cabelo fizera-me mais novo.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110842649965462628?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110842649965462628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110842649965462628' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110842649965462628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110842649965462628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/02/16h36min-os-repetidos-passos-do.html' title='16h36min.- os repetidos passos do quotidiano'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110770990031279810</id><published>2005-02-06T17:11:00.000Z</published><updated>2005-02-09T00:58:31.536Z</updated><title type='text'>23h29min.- uma janela mal fechada</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/rabiscos.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/rabiscos.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O drama da vida. Não desacredito. Mas não me sei cobrir por essa manta de bolor feita. O não drama pela vida. A sua tragédia é um vaso que se parte no chão da minha cozinha, e o som dos talheres quando caem no chão; a frecha que se abre no tecto amarelo sob o qual adormeço. É a janela aberta de noite, e o frio que não me deixa fechá-la. São os chinelos alguns centímetros fora do alcance dos meus pés, quando saio da cama. São os quatro quadradinhos nas cruzadas do jornal, que não sei decifrar. É a rente memória que não permite lembrar o ano da morte do Poeta, ou o ano do Nobel de Alexandre Soljenitsine. É a noite passada em branco imaginando o mundo sem um "eu" que diga que existe; sem "A Educação Sentimental" de Gustave Flaubert; sem D. Sebastião ou sem Schumann que de certo dariam grandes amigos. É uma gota de café no colarinho da fresca camisa matinal. É o duvidar e destruir por princípio. São as sinfonias que de tão perfeitas se ocultam a si mesmas, e das quais não apreendo um terço das notas. São as conversas d´outro que por tão inúteis me fascinam ao ponto de as transcrever por inteiro. É a espera pelos conselhos do padre Damasos que saem da rádio à noite, e me preenchem o quarto de uma crença absoluta por tudo a que sou meramente espectador – esses arraiais proféticos de uma felicidade emprestada. É este o drama da vida tal como a conheço. Mas todo o drama é necessário. Quem seria eu, sem as blasfémias do padre Damasos? Ou sem as conversas curtas mas convincentes do outro que diz ser o eleito dos males do mundo. Ou sem a janela mal fechada pela noite?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;caderno de apontamentos de Joaquim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez se fechasses as janelas de noite, ninguém te tinha morto - pensou o Inspector enquanto lia as últimas linhas do velho caderno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110770990031279810?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110770990031279810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110770990031279810' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110770990031279810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110770990031279810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/02/23h29min-uma-janela-mal-fechada_06.html' title='23h29min.- uma janela mal fechada'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110747357934068935</id><published>2005-02-03T23:32:00.000Z</published><updated>2005-02-04T22:44:49.060Z</updated><title type='text'>21h04min.- Houdini e o surdo mendigo da esquina</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/noite_chuvosa.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/noite_chuvosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando me disseram que o surdo mendigo da esquina da minha rua tinha falecido, senti que também o grande Houdini poderia morrer afogado, queimado ou com socos no estômago. Houve um grande desapontamento na minha alma de criança, todas as tardes passava por aquele homem mas o seu rosto dizia-me algo que não sabia compreender. O seu sorriso denunciava-me o lado que não vira na vida, a certeza de que não se é ninguém; e este homem sabia-o, e nunca ninguém lhe tinha dito - pois era surdo. Sabia-o em todos os ângulos da sua existência e, ali permanecia com a sua folha de cartão sorrindo aos meninos que passavam. Talvez Houdini soubesse o mesmo que o velho surdo da esquina, mas em ambos houve uma diferença magnânime na atitude tomada face a um conhecimento que possivelmente seria destinado apenas aos deuses. Em Houdini, o absoluto grau zero da sua existência, transformou-se em extravagância, risco, fama e pirotecnia – a tentativa ilusória de se enganar a si mesmo enganando o mundo. No surdo mendigo da esquina, tudo tomou proporções bastante mais terra à terra, ortografou a sua vida em letras garrafais num papel de cartão - o seu decandentismo a custo de uma esmola. A vida numa sociedade inteira, dissipou-se como uma nuvem negra, ficando apenas um céu azul alto da sua solidão e indiferença pelo mundo. O Inspector, emaranhado nestes estranhos pensamentos entrou em casa, depois do seu primeiro dia no departamento de homicídios. Parecia-lhe que aquele caso do Joaquim GilVaz, não seria pêra doce para um início. Com ele trouxe uma quantidade de arquivos e apontamentos do morto, esperava lê-los todos muito em breve… começaria mesmo esta noite… &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Como são belos os guarda-fatos. Cada cabide, um mostro social que nos aperta as entranhas e nos diz: "hoje serás as riscas desta camisa". A luz quebrada, não sei se a óleo se eléctrica, risca-me o ombro até à cintura. Uma parte de mim está na penumbra, a outra parte está num espelho"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;apontamentos de Joaquim Gilvaz&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110747357934068935?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110747357934068935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110747357934068935' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110747357934068935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110747357934068935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/02/21h04min-houdini-e-o-surdo-mendigo-da_03.html' title='21h04min.- Houdini e o surdo mendigo da esquina'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110712878947265362</id><published>2005-01-30T23:46:00.000Z</published><updated>2005-01-31T14:28:30.023Z</updated><title type='text'>19h37min.- Objecto-quase</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/fado_turvo.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/fado_turvo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um Homem dificilmente se poderá definir; talvez a forma mais aproximada seja a análise dos objectos-quase do seu íntimo exterior. Todas as noites gostamos de nos deitar em torno de tudo aquilo que nos espelha exteriormente, como um ectoplasma fantasmagórico que nos engole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inspector deixou o departamento de homicídios - o lugar do morto - como lhe costuma chamar em tom de ironia para os colegas. De facto, houve mesmo um telefone que tocou, um inspector que o atendeu, e uma mulher em pranto que transmitiu fonemenologicamente a notícia de um assassinato incompreensível. Este será o primeiro caso do inspector, apesar disso ser minimizado pelo próprio na desculpa bem torneada do seu espírito ser perspicaz, prático e objectivo. Desde sempre que o Inspector sonhava em ser Inspector - diziam que tinha desenvolvido a noção da permanência do objecto, poucas semanas depois de nascer; qualquer pista ou evidência escondida nos meandros de uma qualquer divisão seria rapidamente descortinada pelo "pequeno inspector de poucas semanas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da cena do crime avistava-se já um amontoado de pessoas absurdas que rodeavam as fitas de segurança colocadas ali pelos polícias, em redor de todo o prédio manchado pela presença de uma morte inexplicável. A caminho desta cena, vinha o Inspector embrulhado nos seus pensamentos - que razões levam a matar? e a não-viver (conceito distinto do anterior pela sua camada de subjectiva e filosófica)?; por isso é que eu gosto de investigar crimes: não existe nada mais físico e objectivo que uma morte; ora, o não-viver é trabalho para esses psicólogos e afins, esses sim os inspectores dessa subjectividade quase negra, que nunca vem nos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na amálgama de pessoas que cercavam o prédio, sedentas de tragédia, abriu-se subitamente um caminho, por ele entrou o Inspector rodeado de três polícias. Como um novelo que se aperta, assim estavam estas duas peças se aproximando em geométrica progressão - o morto e o homem que dará sentido à sua condição de morto. O prédio estava bem conservado, no entanto, uma escuridão que dele se tinha apropriado fazia-lhe sobressair misteriosamente manchas e rachas em todos os frisos do tecto.&lt;br /&gt;Subiram ao quinto andar, entraram no apartamento cinco, um cheiro estranho estruturou-lhes um arrepio, no quarto estava um homem deitado no chão mergulhado numa poça viscosa de sangue. A sua cabeça tinha um buraco, os seus miolos uma bala, e na mão um poema inacabado.&lt;br /&gt;O inspector pegou na ponta ensanguentada da folha leu-a e colocou-a no bolço, ao seu redor estavam cadernos e cadernos de apontamentos, folhas e mais folhas, grandes edições enciclopédicas, romances (nenhum policial), ensaios, crónicas, poesias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inspector olhou para todo aquele cenário, e reduziu o morto a duas palavras: um teórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aquelas palavras impressas em folhas gastas com o uso, caracterizaram o morto de - o teórico. O seu íntimo exterior, falou por ele, como se no meio da morte uma vida tenha restado para contar o que é ser não vivo. Passo a explicar, os objectos antes não-vivos, são agora a única fala do morto, por isso se encontram numa fase ambígua de transição vida-morte; significado-significante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto, O Inspector ordena para os polícias - "Selem estes objectos-quase, fotografem-nos e arquivem-nos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia houve um escritor que enunciou a partícula "não" na ajuda dos cruzados ao Cerco de Lisboa; foi esse mesmo que um dia escreveu &lt;em&gt;Objecto Quase &lt;/em&gt;e desta palavra fez um livro - o livro dos objectos que em vida foram mortos e, na morte, vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papel ensanguentado na mão do morto:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não tenho personalidade&lt;br /&gt;Não tenho psicanálise&lt;br /&gt;Não tenho virtudes ou defeitos&lt;br /&gt;Mas tenho em mim a ausência do mundo&lt;br /&gt;Que maior presença será a desta?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ass. Joaquim GilVAz&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110712878947265362?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110712878947265362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110712878947265362' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110712878947265362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110712878947265362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/01/19h37min-objecto-quase.html' title='19h37min.- Objecto-quase'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110589790607524253</id><published>2005-01-16T17:51:00.000Z</published><updated>2005-01-16T18:04:35.736Z</updated><title type='text'> 2º Capítulo - em horas estranhas</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/chapter_2.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/chapter_2.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Transferido para o departamento de homicídios, o Inspector aguarda pela entrada ofegante de um colega seu, dizendo atrapalhado que a morte desceu ao bairro, e que desta vez o caso é tramadamente arriscado, envolvendo automóveis, miúdas e dinheiro. É assim, que sonham os inspectores numa qualquer tarde branca enquanto lêem as gordas de um jornal cheio de rostos. E há uma imensidão de rostos em todas as páginas, o rosto de quem sofreu, quem viu, quem declarou e do outro que escreveu, e ainda de súbito de quem lê. São demasiados rostos perdidos na homogeneidade vulgar da individualidade. Mas o seu colega, não chegou. O inspector levantou-se impaciente, era o seu primeiro mês no departamento de homicídios, e ninguém estava decidido a matar nem a morrer. A cabeça das pessoas pensa atrocidades indescritíveis, como esta agora do Inspector  que deseja intimamente que a morte de um, seja também a morte do seu tédio...&lt;br /&gt;Como sempre, nestes casos de investigação há sempre um telefone que há-de de tocar...&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110589790607524253?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110589790607524253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110589790607524253' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110589790607524253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110589790607524253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/01/2-captulo-em-horas-estranhas.html' title=' 2º Capítulo - em horas estranhas'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110573930854197790</id><published>2005-01-14T21:48:00.000Z</published><updated>2005-01-14T21:48:28.540Z</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/mosaicos2.1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/mosaicos2.1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110573930854197790?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110573930854197790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110573930854197790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110573930854197790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110573930854197790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2005/01/blog-post_14.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110444167703268871</id><published>2004-12-30T21:21:00.000Z</published><updated>2004-12-30T21:21:17.033Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>  &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/ciclo%20de%20krebs.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/ciclo%20de%20krebs.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110444167703268871?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110444167703268871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110444167703268871' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110444167703268871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110444167703268871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/blog-post_110444167703268871.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110398707069026058</id><published>2004-12-25T15:04:00.000Z</published><updated>2004-12-25T15:04:30.690Z</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/xadrez.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/xadrez.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110398707069026058?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110398707069026058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110398707069026058' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110398707069026058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110398707069026058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/blog-post_25.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110381245340365517</id><published>2004-12-23T14:34:00.000Z</published><updated>2004-12-23T14:34:13.403Z</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/december_love.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/december_love.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110381245340365517?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110381245340365517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110381245340365517' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110381245340365517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110381245340365517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/blog-post_23.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110375231272987490</id><published>2004-12-22T21:51:00.000Z</published><updated>2004-12-22T22:13:05.166Z</updated><title type='text'>?h??min - Sem sombra de pecado...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/sad%20christmas.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/sad%20christmas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A única coisa que quero do Natal é que acabe depressa...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110375231272987490?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110375231272987490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110375231272987490' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110375231272987490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110375231272987490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/hmin-sem-sombra-de-pecado.html' title='?h??min - Sem sombra de pecado...'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110364015730657911</id><published>2004-12-21T14:42:00.000Z</published><updated>2004-12-21T14:42:37.306Z</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/caf.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/caf.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110364015730657911?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110364015730657911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110364015730657911' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110364015730657911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110364015730657911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/blog-post_21.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110277972709151640</id><published>2004-12-11T15:42:00.000Z</published><updated>2004-12-12T02:02:24.786Z</updated><title type='text'>?h??min - Há sempre tanta coisa para desabafar...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/guitarrra.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/guitarrra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passagem das horas, F.P.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;...vivo à beira de tudo aquilo que finjo não assistir ou temer. Um dia acordo. Outro não, para sempre. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110277972709151640?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110277972709151640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110277972709151640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110277972709151640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110277972709151640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/hmin-h-sempre-tanta-coisa-para.html' title='?h??min - Há sempre tanta coisa para desabafar...'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110219930003057904</id><published>2004-12-04T22:28:00.000Z</published><updated>2004-12-09T10:10:48.100Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/de_preto.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/de_preto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110219930003057904?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110219930003057904/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110219930003057904' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110219930003057904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110219930003057904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/blog-post.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-110217858762803874</id><published>2004-12-04T16:43:00.000Z</published><updated>2004-12-11T00:41:24.816Z</updated><title type='text'>?h??min.- O grau zero da escrita: a quântica poética</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/gravata_2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/gravata_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Colaborar, todos te pedem para colaborar. Mas tu és diferente, tu ficas para trás. Pensas ter em ti o destino nobre de um escritor mendigo averso a publicações. Sonhas com o segundo lugar em cada gesto que estruturas. Não comunicas, lanças esmolas aos outros num ar de diplomata. Mas explicar isto é desacreditar em tudo que dizes.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-110217858762803874?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/110217858762803874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=110217858762803874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110217858762803874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/110217858762803874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/12/hmin-o-grau-zero-da-escrita-quntica.html' title='?h??min.- O grau zero da escrita: a quântica poética'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109976515898946459</id><published>2004-11-06T18:19:00.000Z</published><updated>2004-11-06T18:19:18.990Z</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/laranja.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/laranja.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109976515898946459?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109976515898946459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109976515898946459' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109976515898946459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109976515898946459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/11/blog-post_06.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109914961515765607</id><published>2004-10-30T16:20:00.000+01:00</published><updated>2004-11-01T01:17:27.190Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/estendal.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/estendal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rua Corpo deDeus, Coimbra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109914961515765607?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109914961515765607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109914961515765607' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109914961515765607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109914961515765607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/10/rua-corpo-dedeus-coimbra.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109793816089077703</id><published>2004-10-16T15:49:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T15:49:20.890+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/8balls.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/8balls.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109793816089077703?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109793816089077703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109793816089077703' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109793816089077703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109793816089077703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/10/blog-post.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109632129979253498</id><published>2004-09-27T22:41:00.000+01:00</published><updated>2004-10-01T17:29:48.900+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/metro.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/metro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma interpretação de &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.oureyes.net/inthecity/inthecity.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oureyes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109632129979253498?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109632129979253498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109632129979253498' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109632129979253498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109632129979253498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/uma-interpretao-de-oureyes.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109620925791798583</id><published>2004-09-26T15:34:00.000+01:00</published><updated>2004-10-04T14:53:05.643+01:00</updated><title type='text'>?h??min - Palavras</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/word_piano.2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/word_piano.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No Lado de Dentro: Atravessam películas de delicadeza que flutuam No porto de desassossego que fito só. Levam-me pela mão de mim que é minha E a náusea entorna-se neste corpo que é o meu. A palavra é um navio que rente à orla se navega Balança em vagas numa pronúncia soturna Transporta o cheiro que nela vive dentro de mim E de ritmo desconcentrado atraca-se a meus pés...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109620925791798583?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109620925791798583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109620925791798583' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109620925791798583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109620925791798583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/hmin-palavras.html' title='?h??min - Palavras'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109620906913382217</id><published>2004-09-26T15:31:00.000+01:00</published><updated>2004-09-26T15:31:09.133+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/univ_coimbra.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/univ_coimbra.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109620906913382217?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109620906913382217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109620906913382217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109620906913382217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109620906913382217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/blog-post_26.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109616178297672222</id><published>2004-09-26T02:23:00.000+01:00</published><updated>2004-09-27T01:12:58.350+01:00</updated><title type='text'>?h??min - Melancolia</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/tabacaria.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/tabacaria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há alturas em que pensar, é não ter consciência, sentido contudo uma consciência que mata. São os dias da loucura, do frenesim, daquele espaço intermédio entre o meu interior e o mundo das relações. A tremenda improbabilidade, de sentir o que sei que deveria ter sentido e, de ter dito o que me disseram para sempre dizer.&lt;br /&gt;É lógico pensar que existem grupos de palavras, que quando ordenadas por uma qualquer ordem, produzem descargas sensoriais da satisfação e da compaixão. É um código talvez secreto, que talvez nunca o consiga desvendar. Diria que existe uma empatia psicanalítica entre algumas palavras, às quais um núcleo fóbico que um dia me apareceu, me repulsa. Um núcleo fóbico? Constrangimentos... Tinha aprendido antes com Bion, que a verdade vinha do pensamento dos sonhos; mas pela boca morre o peixe, e Bion e Óscar Wild e Freud e Ferenczi e Klein e todos e mais algum que me quiseram teorizar. Para quadros teóricos já bastam as criaturas aberrantes e fantásticas que a eles pertencem, assim como à tapeçaria medieval.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109616178297672222?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109616178297672222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109616178297672222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109616178297672222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109616178297672222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/hmin-melancolia.html' title='?h??min - Melancolia'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109610023704757676</id><published>2004-09-25T09:17:00.000+01:00</published><updated>2004-09-25T09:17:17.046+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/unreal.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/unreal.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109610023704757676?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109610023704757676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109610023704757676' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109610023704757676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109610023704757676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/blog-post_25.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109586061711822070</id><published>2004-09-22T14:43:00.000+01:00</published><updated>2004-09-22T20:25:14.550+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/mapa_01.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/mapa_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109586061711822070?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109586061711822070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109586061711822070' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109586061711822070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109586061711822070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/blog-post.html' title=''/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109555929781479707</id><published>2004-09-19T03:01:00.000+01:00</published><updated>2004-09-19T16:36:11.563+01:00</updated><title type='text'>?h??min.- A perda sumária do traço cardial</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/black.1.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/black.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De entre todas as possibilidades de ser feliz, escolhi aquela que todas as outras pessoas escolheriam por minha vez. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A de me sentir "Sultão" numa experiência de Kohler.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109555929781479707?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109555929781479707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109555929781479707' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109555929781479707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109555929781479707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/hmin-perda-sumria-do-trao-cardial.html' title='?h??min.- A perda sumária do traço cardial'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109555767371658875</id><published>2004-09-19T02:34:00.000+01:00</published><updated>2004-09-19T02:58:22.533+01:00</updated><title type='text'>?h??min.- Os livros que li sem nunca os abrir...</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/pelcula_04.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/pelcula_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que se poderá dizer de uma rapariga de 25 anos que morreu? Que era bela. E inteligente. Que gostava de Mozart e de Bach. E dos Beatles. E de mim. Um dia, quando ela me ligou especificamente a estes tipos musicais, perguntei-lhe qual era a ordem de preferência, e ela respondeu-me, sorrindo: "Alfabética". Nessa altura sorri também. Mas, agora, pergunto a mim próprio se ela me incluía na lista pelo meu nome de baptismo - nesse caso eu viria depois de Mozart - ou pelo apelido, e, assim o meu lugar seria entre Bach e os Beatles. De qualquer das maneiras, eu nunca seria o primeiro da lista, facto que, por qualquer estúpida razão, me aborrece imenso, porque cresci com a ideia de que haveria de ser sempre o primeiro. Herança de família, vocês sabem como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;in Love Story, Erich Segal&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109555767371658875?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109555767371658875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109555767371658875' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109555767371658875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109555767371658875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/hmin-os-livros-que-li-sem-nunca-os.html' title='?h??min.- Os livros que li sem nunca os abrir...'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8365919.post-109543773935972975</id><published>2004-09-17T17:15:00.000+01:00</published><updated>2004-09-18T15:06:19.080+01:00</updated><title type='text'>?h??min.- REGISTO DE UMA MORTE ANUNCIADA</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/1024/funerria_Gil.2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 2px solid; BORDER-TOP: #000000 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 2px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/272/1268/400/funerria_Gil.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Declara-se que no passado dia 13 (quarta-feira) do mês de Setembro, Sr. Joaquim Gilvaz faleceu em sua casa, presumivelmente sozinho. Depois de ter chegado atrasado ao seu emprego no Elevador de Santa Incerta, encaminhou-se como todos os dias para casa de autocarro. A sua chegada foi confirmada por uma vizinha. Ao que constatou Joaquim sorria ironicamente enquanto caminhava para casa, pelo relato estaria também pensativo *. Entrou no apartamento pelas 20h37min. Não sendo reportada qualquer outra informação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;(*não incluímos no relatório oficial de sua morte, quaisquer possíveis pensamentos, referências subjectivas ou supersticiosas, de Joaquim Gilvaz…pois este seria um homem só e bizarro, e este tipo de pessoas não pensam no mundo, só quando na sua estranheza.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Morremos porque tem de ser. Porque tem de ser? Não sei. Ah, como é inútil toda a dissertação da morte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Cada tecla de piano tem uma personalidade. Vibrou na sua plenitude. Esmoreceu. E como é bela essa cadência de notas que vão falecendo num trecho de um pálido aprendiz de conservatório.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sou um leigo a tudo. Mas tenho grandes sonhos que não perdoo-o a mim mesmo tê-los. Como o de construir o maior instrumento musical humano de grande escala. Amplificar uma nota pela sua repetição excessiva e individual. Um acorde de seis notas cada nota tocada por seis músicos agrupados a equidistantemente. A nota sonante desses seis músicos agrupados em seis núcleos, corresponderia a uma nota de um acorde maior de seis notas. Numa primeira fase, seriam necessários 1.296 músicos para criar um único som. Contudo, seria possível a realização de infinitas permutações de seis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sonhei, também criar uma aritmética alfabética. Cada número corresponderia a uma palavra. Assim, a unidade fazia-se valer por preposições simples; as dezenas e as centenas, por palavras de crescente complexidade, sendo os números pares palavras graves e os ímpares esdrúxulas. A soma de duas palavras daria uma epêntese e a sua multiplicação uma metátese...No fundo, seria tudo muito idêntico à conhecida Matemática, mas mais simples. Pois a sua resolução não necessitaria de explicação, pois essa seria sua própria resolução em frases de orações coordenadas e subordinadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E de que me serve pensar todas estas coisas?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8365919-109543773935972975?l=joaquimgilvaz.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/feeds/109543773935972975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8365919&amp;postID=109543773935972975' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109543773935972975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8365919/posts/default/109543773935972975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joaquimgilvaz.blogspot.com/2004/09/hmin-registo-de-uma-morte-anunciada_17.html' title='?h??min.- REGISTO DE UMA MORTE ANUNCIADA'/><author><name>JoaquimGilVaz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07031995137503224963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
